O dia em que as petecas "saíram" dos quadros de Militão dos Santos



Foi com muito entusiasmo e alegria que os alunos do 1º ano conheceram algumas das obras do artista plástico pernambucano Militão dos Santos. A partir dos estudos, os alunos puderam "colocar a mão na massa" e ´confeccionar, cada um, a sua própria peteca. O brinquedo foi observado pelos estudantes nas obras em que o artista deu predominância às brincadeiras infantis. Ao apresentarem suas petecas personalizadas, as crianças exploraram a oralidade ao informar os materiais utilizados e como foi a confecção. "Nossos pequenos artistas tiveram a oportunidade conhecer histórias, brincadeiras e culturas por meio da arte. E que arte!", relatou a professora.


Além de ser reconhecido internacionalmente por sua arte naif, Militão dos Santos também é artesão e poeta. Nesta poesia, o artista - que perdeu 100% da audição aos sete anos de idade - explica sua obra.


A Definição do Meu Trabalho


Busco o canto das coisas quietas perdidas no silêncio da memória. E ali, construo um novo canto o verde musgo das montanhas onde sonhos redondos outra vez se multiplicam e as flores sem dono tomam conta do espaço, colonizando a beira dos caminhos pontilhando tudo com mil cores. Busco o azul das dimensões, a liberdade do vôo a maciez do algodão transformado em nuvens quase transparentes como transparente é sonho daqueles que habitam meus castelos suspensos. Busco o simples, o puro, a alegria do dia-a-dia. Tento resgatar o tempo das pipas e balões, quando era permitido ser livre e ser criança. Tento resgatar a paisagem e o homem primitivo Teimosamente encravados num canto qualquer da utopia, e para eles invento um novo espaço sem barreiras ou limite, onde tudo é possível, até mesmo a magia. A magia da cor e sobre tudo do AMOR.


Antônio Militão dos Santos

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